Polêmicos ou não, relacionamentos humanos trazem uma série destas tais “polêmicas”.
Esses dias, como em muitos deles, continuo refletindo sobre as atitudes humanas, incluindo é claro as minhas.
Os jargões apontam “errar é humano”, outros “persistir no erro é burrice”, portanto, por milhares de vezes, considero-me uma espécie de burro. Nada relacionado ao animal, aquele, forte e valente na labuta diária dos campos, mas sim, pela falta de conhecimento de mim mesmo, da ignorância, da persistência no erro, no hábito e por aí vai...
Voltando as relações humanas e por ter tido a experiência e oportunidade de viajar além das fronteiras brasileiras, observo a triste realidade vivida por nosso povo. Considero essa tristeza ocasionada à crise moral impregnada no dia a dia da maioria dos cidadãos, educados no “jeitinho brasileiro”.
Quando vivi fora e vivenciei aqui dentro a minha hipocrisia e a do próximo, senti-me um completo idiota. Fui um pouco além e avaliei a relação humana baseada não apenas no jeitinho brasileiro, mas também na superficialidade dos contatos, no “descarte” e “facilidade” de acesso ao relacionamento “humano”, na tecnologia como forma de “unir”, mas que parece cada vez mais separar.
Nada de novo, não é? Pois bem, não estou revolucionando a vida de quem lê meu texto, muito menos me importo com isso. Simplesmente tive o impulso de expor aquilo que venho observando, discutindo, entristecendo por vezes.
Outro dia mesmo, passei por um armário no qual fotos de família são expostos, aos poucos que ali param para observar. Em especial, olhei para uma foto na qual uma das pessoas não estava mais entre nós nessa vida. Logo pensei “caral..., já se passaram tantos anos e lembro do dia de sua partida, lembro do que era gostoso, do carinho, etc., mas como foi “fácil” esquecer que você existia”. Uma visão egoísta, mas que me trouxe novas visões sobre o tal relacionamento humano.
Eu, com meus milhares de defeitos, erros, etc., por vezes luto contra os modismos e carência de “likes”, mas ao mesmo tempo, entristeço pela banalidade do relacionamento humano.
Percebi, neste momento da minha vida, que relações humanas são cada vez mais descartáveis, que escolhemos e selecionamos pessoas por um simples interesse, seja ele qual for...carência, amor, prazer, paz, troca de ideias, conseguir se manter no emprego, conseguir um, chamar de meu, chamar de nosso, mostrar, apresentar, etc.. Incrementando um pouco, ao mesmo tempo que selecionamos por objetivos mil, descartamos com facilidade e com a mesma facilidade, somos esquecidos. Somos então apenas números e não temos coragem de ver isso?
Vivemos no final das contas, para sermos “aceitos” pela família, pelos amigos, pela sociedade, pela moda, pela imagem.... pela aceitação, postamos coisas legais, seguimos a moda, brigamos contra a corrupção, somos “perfeitos”, mas por sermos tão imperfeitos, fingimos não ver a triste realidade. Pra mim hoje, penso que nascemos sozinhos, por vezes temos amparo e aceitação, mas quando expomos nossos defeitos, somos taxados, excluídos, portanto aceitamos viver num mundo onde todos são lindos, perfeitos, felizes e cheios de poses.
O smart que pela “smartisse” de seu usuário, mostra apenas grande parte das inverdades, mas na verdade, aponta o tamanho da carência humana nos dias atuais. O que era pra aproximar, afastou, o que era tradicional, cafona se transformou, princípios e honra, perdidos pelo orgulho e falta de caráter....
E eu? Apenas mais um, que já foi e por vezes ainda é, mais um nesse mundo, cheio de erros, mas claramente sendo meu maior “cobrador” na busca por algo melhor.
O medo e a dependência de algo ou alguém ainda assusta, mas espero em breve ser merecedor da liberdade....a liberdade que tira o medo e volta a unir pessoas, num plano no qual deixamos de lado “o jeitinho” e de fato, encaramos e “damos um jeito”.
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