terça-feira, 17 de agosto de 2010

Dia 09 de agosto, o presente!

Hoje, 09 de agosto, um dia depois de ficar “mais experiente”, voltei aos meus momentos irracionais.

Quando um colega que divide quarto comigo veio falar sobre algo que eu não concordava, ambos começamos a discutir.

Em questão de minutos começamos a elevar o tom da conversa e quase partimos para o contato físico. Depois de tentar continuar a conversar, algumas palavras ofendiam um ao outro, fazendo com que a cabeça ficasse ainda mais quente. O resultado, mais uma vez os dois quase “saindo no braço”.

As ofensas continuaram por um tempo, muita roupa foi jogada na máquina para ser lavada. Ofensas, gritos, besteiras. Os outros amigos de casa tiveram que intervir por algumas vezes para que a situação não ficasse pior.

Ultimo momento de palavras projetas especialmente para ofender, e pronto. Um para um lado e outro para o outro.

Comecei então a refletir sobre o que acabara de acontecer. Vi o quanto animal ainda sou e percebi que havia voltado no passado, quando fazia isso com certa freqüência com minha família principalmente.

Percebi que os 27 anos ainda não foram suficientes para evoluir nesse ponto. Na verdade, vi que consegui retomar as rédeas do meu pensamento e colocar os pés no chão.

Contei até 10, pensei positivo e coloquei uma musica tranqüila. Deixei o orgulho de lado e estufei o peito com coragem e humildade para chamar meu companheiro de quarto para uma conversa, assim como devia ter sido desde o começo.

Pedi para que ele sentasse e fechasse a porta, para que não houvesse nenhum tipo de intervenção. O assunto era sério e precisamos desse momento de “tranqüilidade”.

Comecei então, em tom calmo, a conversar e a explicar o que havia acontecido. Me perguntei e explanei “como alguém que quer ser palhaço, trazer alegria para as pessoas, tentar mudar o mundo para algo melhor, pode agir dessa maneira?” Realmente, como posso ser o exemplo para os que chegam, para aqueles que tento falar, repassar algum conteúdo!

Tudo ficou claro, pude explicar e pedir desculpas pela minha atitude. Sem ressentimentos, sem orgulho e com muita honestidade, pude sentir na alma cada uma das palavras que expus.

Ai foi onde colhi um fruto, dei o primeiro passo. Consegui ser verdadeiro e não político como já fui no passado. Vi que ainda preciso evoluir para chegar lá, mas já consegui expor, dizer, compartilhar.

Realmente a vida longe de todos e as dificuldades de uma “vida que não é a minha”, fazem com que a nossa cabeça perca alguns parafusos.

Agradeço pela oportunidade de ter essa discussão, briga, ou seja lá como podemos chamar. Aprendi alguma coisa a mais. E agora, neste exato momento, sinto uma paz interior e que gostaria de compartilhar.

Vim para ser palhaço, mas estou crescendo e aprendendo como ser, humano.

Vamos trilhando assim os caminhos da vida, pensando positivo e tentando crescer. Logo quero pensar antes de agir, ser como planejo, trazer alegria, felicidade e paz.

Paz interior, amor, fé, vida! 27 anos e um grande presente no dia de hoje. Obrigado.

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